Por: Hanna Lagoa

Esse é um texto sobre criação e felicidade numa conjuntura de morte, terror e opressão. Não sei se alimenta o algoritmo, não sei se é o que as pessoas têm buscado. Mas hoje é sobre o que dá vontade de dizer. Ah, e tem um monte de spoiler do filme. Não deixe de ver por causa disso, caso surja a oportunidade.

Falando em vontade, esses tempos tenho pensado bastante sobre sexualidade. Melhor, sobre o poder de criação e transformação que o encontro com nossa sexualidade pode conduzir. Desejo. Além disso, sobre os encontros proporcionados por esse poder…


Por: Luan Santos

Obras audiovisuais que tem o espaço escolar aliado às questões de identidade e sexualidade como forma e conteúdo narrativo tem se tornado cada vez mais regulares nos circuitos de cinema, tanto de uma forma que escape dos estereótipos e consiga estabelecer personagens complexos em tramas bem construídas, quanto de personagens caricatos e estereotipados em roteiros construídos para atingir um “determinado” tipo de público, visando o lucro com as pautas de representatividades. …


Por: Otávio Conceição

Semanas atrás estava conversando sobre futebol de rua (o famigerado baba) com meu pai e ele me disse a seguinte frase: “ independente de qual briga que possa acontecer em um jogo, o problema é se a briga sair da quadra”. E isso me fez refletir em algumas questões sobre jogos e humanidade. Qual a chave que gira em nosso consciente que faz com que as adversidades do jogo fiquem no jogo? E como isso pode abrir lacunas para ações desenfreadas de violência em uma arena?
Claro, essa frase é uma afirmação contraditória, e tudo fica um pouco…


Por: Barbara Carmo

Era Uma Vez… Um diretor promissor, seu primeiro filme, Cães de Aluguel, tornou-se um clássico imediato do cinema independente. O segundo, Pulp Fiction: Tempos de Violência, lhe garantiu a Palma de Ouro em Cannes e o Oscar de Melhor Roteiro Original. Com o passar dos anos, as habilidades do diretor e roteirista promissor foram testadas várias e várias vezes, mas nunca com o mesmo sucesso de suas primeiras incursões. Ninguém nega o seu talento, ele apenas não é mais tão bom quanto já foi um dia. Era Uma Vez Em Hollywood é o nono filme de Quentin…


por Lina Cirino

Sete anos em maio (2019), média-metragem dirigido por Affonso Uchoa, atravessa temáticas sobre representação, memória, estranhamento e performance. O fio condutor da narrativa é racismo estrutural: jovens negros violentados pelo Estado, de diversas maneiras. A linguagem cinematográfica do filme articula o visível e o invisível, através de denúncias de políticas de esquecimento e apagamento de histórias violentas (e violentadas) estrategicamente espetacularizadas pela mídia.

Affonso Uchoa aborda novas perspectivas de representação, escapando do modelo sociológico de Bernadet. Os primeiros planos de Sete anos em Maio reencenam representação de violência que logo em seguida é narrada, na fogueira, pelo…


Por: Otávio Conceição

Joder acaba de ser dispensado do seu emprego. Sua saúde mental não vai bem. Ele divide uma casa com alguns amigos, trabalha em freelances nada agradáveis e possui uma rotina cansativa e desmotivadora. Em meio a tudo isso ele cria um alter ego/personagem para tentar sucesso no YouTube, que é incorporado pelos fracassos do seu cotidiano. Essa é basicamente a premissa de Eu, Empresa, filme de Marcus Curvelo e Leon Sampaio. Aqui, assim como em alguns dos filmes de Marcus Curvelo, temos o personagem Joder em suas aventuras subjetivas para dentro de si mesmo.

Temos uma imersão…


Por: Luan Santos

Meninos rimam no ritmo de um funk sobre suas experiências e pulsações de futuro na calada da noite em meio aos becos do bairro. A câmera vagueia por essas vozes que parecem ecoar sob as luzes das casas de uma periferia, que ilumina e ao mesmo tempo é iluminada por esses meninos. Os planos que se seguem após o descanso das vozes captam becos e vielas de uma periferia de São Paulo, os ruídos de sirene ao fundo impregnam as imagens com uma atmosfera densa, materialidade que se sente na pele ao irradiar uma tensão de que…


Por: Lina Cirino

Grace Passô produz imagens mentais apenas com instruções vocais, nos primeiros minutos de Vaga Carne. Sob uma imagem de fundo preto — simbólico — uma voz induz sentir fenômenos e objetos de forma sinestésica. Opera na primeireza, em termos semióticos Peircianos. A voz de Vaga Carne, que sabe muito bem explorar a fonética das palavras e já invadiu vários pathos (e/ou patos?) menciona diversas vezes essa palavra: perceber. “Perceber é um ato voluntário e não uma simples abertura para o acometimento por sensações”, conforme Julio Pinto. Não é algo que nos acontece, é algo que fazemos.

Percebi…


AVISA QUE NÃO FLOPOU!

Por: Joanne Labixa

“ERA MUITO CEDO! A cultura está mais pronta hoje do que ela estava na época. ARTPOP era extremamente rebelde, Eu não iria aderir a apenas um look, mas a TODOS os looks[…]” declara Lady Gaga numa entrevista à Zane Lowe, quando questionada sobre o ARTPOP.

ARTPOP foi lançado em 11 de novembro de 2013 com uma campanha extremamente ambiciosa, que prometia um produto performático que, segundo à própria cantora, produziria o efeito contrário ao que Warhol fez: ela traria a arte para a cultura pop, transformando o artista, ao mesmo tempo, na musa e na tela.

O…


Por: Lígia Franco

Com frequência me percebo num lugar de tentar tirar uma interpretação de tudo, uma narrativa que possa dar conta de explicar a cada segmento de imagem e som aquilo que vejo e ouço, na busca de tirar algum tipo de aprendizado, de explicação dali, ou até mesmo atrelando toda essa interpretação às coisas que estão rondando pela minha mente no momento em que me vejo diante de uma obra artística. Faz parte da psique humana narrativizar os acontecimentos numa tentativa de explicá-los. Contar histórias é o que nos fez chegar até aqui enquanto sociedades humanas.

E essa…

Viu&Review

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